02/06/20

Inovar não é inventar a nova roda

Muito se engana quem pensa que inovar é quando a gente inventa algo completamente diferente no mercado. Precisamos entender que podem ser em pequenas coisas (ou práticas) que já existem dentro do mercado, mas que a sua empresa ainda não aplica.

Hoje fala-se muito em inovação, né? Inovação pra cá, inovação pra lá, porém essa palavra tão falada é um fator decisivo para o crescimento, manutenção e sobrevivência de qualquer negócio.

Com a rápida mudança em nossos hábitos de consumo, formas de comunicação e relacionamento, os diversos tipos de modelos de negócio vêm mudando. Nem mesmo “mega-empresas” estão imunes a esse movimento constante, vide Kodak e Cielo, que perderam grande parte de seu valor de mercado por não acompanharem as transformações.

Quando falo que a inovação é decisiva para que a nossa empresa continue “viva”, não é para você sair desenvolvendo um aplicativo ou software revolucionário que lhe renderá milhões de dólares com essa “disrupção”. Às vezes, começar a se posicionar nas redes sociais, uma nova forma de abordar e atender seus clientes pode ser uma inovação também!

A inovação pode (e deve) acontecer em pequenos processos, produtos, modelos de gestão e até na comunicação, podendo vir a partir de uma ideia, de uma demanda, ou apenas saindo da sua zona de conforto.

O mais importante é a coragem e iniciativa. Com isso, o primeiro passo é, antes de atender, entender e ouvir o seu

cliente. Ouvir e entender seus clientes pode assegurar ideias para atuar, pois o problema deles pode ser uma oportunidade para outra solução que ainda não faz parte da sua oferta de produtos e serviços, ou seja, foco no cliente.

E sabe quem faz isso muito bem? A gigante Amazon, que inova “de trás para frente”, mudando essa lógica de inovação.

Nada mais é do que pensar um novo produto ou serviço a partir das necessidades do cliente. Fica evidente que as empresas que tem obtida grande destaque são as “customer centrics”.

Acreditávamos que era preciso primeiro pensar em algo novo, separar orçamento e tempo para desenvolver a ideia e, ao final, realizar a divulgação para convencer o público. Hoje, entendemos que é muito mais simples do que passar por todo esse processo!

Nos tempos do Fordismo, uma frase que representava esse período, era: “os consumidores podem ter carros da cor que quiserem, desde que sejam pretos”. Hoje, as empresas que acompanham a evolução de seu tempo identificam as “cores” que atendem às expectativas dos clientes para, a partir daí, começar a produzir algo que efetivamente seja útil e novo.

A inovação precisa ser replicável a um custo viável, ao mesmo tempo em que atende a uma necessidade específica, seja de seus clientes, funcionários ou até mesmo da sua curiosidade. Devemos focar nas razões pelas quais os clientes (ou as partes interessadas) não conseguem resolver seus problemas de determinada maneira. Sendo assim, a inovação está nas pessoas, e não nas coisas.

Essa pandemia veio para nos ensinar novas coisas, formas de trabalhar, modelos de negócio e a inovação vem quase que obrigatoriamente. Além de ouvir seus clientes, as empresas devem ter um “social listening” também.

Não precisamos ir longe para citar outro exemplo de grandes atitudes e empresas como a Amazon! Vamos trazer a Magazine Luiza.

Viu o que ela fez? Uma campanha contra violência doméstica  (https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/05/28/aplicativo-magalu-divulga-botao-para-denunciar-casos-de-violencia-domestica.htm)

A empresa mais uma vez se posicionou sobre um tema que extrapola somente seus produtos, trazendo a mesma ação contra a violência doméstica. Ser genial e inovativo não é necessariamente trazer algo totalmente novo, a releitura de algo que você já fez pode te dar ótimo alcance.

E como inovar? Como enfrentar esse desafio de mudança?

Em primeiro lugar, tome consciência da importância de inovar, é impossível se tornar uma empresa inovadora sem dar a devida importância ao tema. É preciso estar aberto ao novo, engajar seu time e fazer disto um processo continuo. E o MAIS IMPORTANTE: errar faz parte do processo.

Inovação é algo decorrente da prática, associada ao conhecimento do negócio, de seus processos, dos clientes e outros fatores diversos. É preciso dedicar-se para conhecer o negócio, encontrar formas de ser mais eficiente do que os concorrentes, achar novas oportunidades no mercado, entregando algo aos consumidores de uma forma diferente do que é ofertado.

E os pequenos negócios, como ficam?

Neste ponto, os pequenos negócios portam as melhores vantagens em relação aos negócios de grande porte. Os pequenos negócios tendem a ser mais ágeis na implementação de mudanças! A sobrevivência delas depende da capacidade de se adaptar rapidamente às mudanças, a famosa resiliência. Achou que seria fácil? Nunca foi! Lembre-se: Quem mais sobrevive é quem melhor se adapta!

Fonte: #CSC
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