09/06/20

Inovação na Prática

No nosso encontro de semana passada aprendemos que, quem mais sobrevive é quem melhor se adapta. Entendemos que adaptação, nesse contexto, é sinônimo de inovação.

Mas não se assuste, você não precisa criar um produto ou serviço nunca visto pelo humanidade para sair dessa crise.

Você pode se fundamentar em conhecimentos e experiências que a sua empresa já possui, e então, aprimorar ou criar novos produtos ou serviços baseados neles.

Hoje, vamos discutir como algumas empresas estão se adaptando para enfrentar a crise e assim, conseguir preservar o caixa o máximo possível.

Um exemplo interessante para essas inovações são as academias que criaram outras formas de gerar receita em pleno isolamento social. Muitas começaram a dar aulas personalizadas para seus alunos via videoconferência, criaram pacotes de aulas em plataformas de cursos online e também começaram a alugar os equipamentos da academia para seus alunos, já que, eles não estavam sendo usados na academia e os seus alunos queriam treinar em casa. Essas academias entenderam a demanda de seus clientes e geraram novos serviços (aulas online e aluguel de equipamentos) sem sair totalmente da rota que eles já percorriam.

Outro exemplo é o da Stella Artois, Nestlé e Nespresso que criaram um movimento “Apoie um restaurante” em que clientes compram um voucher com 50% de desconto, o qual poderá ser usado quando esses estabelecimentos forem reabertos, e a outra metade, esse grupo de empresas assume com objetivo de gerar receita nesses bares e restaurantes, mesmo que ainda estejam de portas fechadas. Seguindo essa ideia, muitos outros estabelecimentos adaptaram essa estratégia e ofereceram vales de desconto para futuras visitas, assim, o cliente pode comprar um crédito de 30, 50 ou 100 reais para, no futuro, consumir 40, 65 ou 140 reais, respectivamente, por exemplo.

Outro setor muito prejudicado com a crise foi o de eventos, que tiverem que cancelar muitos contratos de trabalho mas conseguiram reverter a situação criando eventos online. Empresários de eventos infantis, por exemplo, apostaram na recreação online que, por Videoconferência, reúne grupos de amigos para brincarem juntos. Essa ideia foi bem aceita pelos pais que, por um preço acessível, conseguem ajudar no entretenimento dos filhos na quarentena.

E para empresários autônomos, como exemplo os profissionais de fotografia que, também tiveram que interromper suas agendas de eventos por causa do isolamento social, buscaram criar nossos serviços baseados em seus conhecimentos como, a criação de cursos online de fotografia profissional, que teve uma ótima adesão, principalmente, por aquelas pessoas que não tinham tempo de fazer antes da pandemia.

Duas padarias seguiram com diferentes abordagens: uma criou uma rota de entregas três vezes ao dia sem frete e sem custo mínimo. Isso motivou os clientes a comprarem mais. A outra apostou em uma vitrine virtual dos produtos, que pode ser compartilhada inclusive em apps como o whatsapp. A apresentação dos produtos trouxe de volta aquela já conhecida vontade de comprar, que também pode ser entregue por delivery.

Até mesmo os donos de uma banca de feira se viram oferencendo o serviço de delivery, com o diferencial de as frutas e verduras já poderem vir inclusive descascados e picados. Todos os itens são embalados hermeticamente, evitando o risco de contágio.

Essas foram algumas adaptações feitas por empresários de diferentes segmentos para conseguirem sair da crise. Entender as necessidades dos clientes e se aliar à tecnologia foram algumas medidas para a inovação nesse período. E você, já pensou como pode inovar em tempos de crise?

Fonte: #CSC
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