06/07/20

Gestão Emocional

Num cenário de pandemia, as incertezas são inúmeras e as más notícias parecem ser mais recorrentes que o normal. É de extrema importância que tenhamos consciência e cuidado com nossas emoções e também daqueles que estão ao nosso redor.

Não perceber, ou até mesmo ignorá-las pode trazer sérios problemas para nosso bem estar e saúde mental. A gestão emocional é um grande alicerce para um momento como esse.

Mas afinal, o que é a gestão emocional?

Esse termo está diretamente ligado à Inteligência Emocional, sendo esse o conjunto de competências relacionadas a lidar com emoções. Fazer a gestão das emoções engloba a capacidade de observar, avaliar, controlar e expressar os sentimentos.

Sendo um líder, é de extrema importância pensar na sua equipe com esse viés, sempre. Porém, em um momento de extrema vulnerabilidade como esse, é ainda mais importante que tenhamos um olhar atento sobre isso.

O primeiro passo é olhar para si mesmo primeiro. Somos incapazes de ajudar alguém se não estamos em boas condições para tal. É importante se respeitar e procurar entender o que se passa dentro de si mesmo antes de olhar para as emoções dos outros.

A partir disso, é hora de dedicar uma atenção especial para o emocional de seus colaboradores. A pandemia nos provou que o mundo é de fato VUCA – volátil, incerto, complexo e ambíguo. Mas além disso, ela apenas nos confirmou que nossas emoções também são voláteis, incertas, complexas e ambíguas.

Liderança na crise é gestão de diversos mundos VUCAs.

Para lidar com todos esses “mundos”, é preciso entender um pouco mais sobre o que as mudanças implicam. Existem duas vertentes para compreender as mudanças que estamos enfrentando atualmente: a Estrutural e a Emocional.


Vertente Estrutural

Qualquer mudança externa causa mudanças internas dentro de cada pessoa. Isso é chamado de transição. Esse processo acontece em 3 partes:

1º Letting go – deixando ir

Nada mais é que o momento de deixar para trás tudo que realmente já está no passado. Passados mais de 100 dias após o início da Pandemia no país, já entendemos que não voltaremos mais às condições que vivíamos no princípio de março. Já estamos na 2º etapa do processo.

2º Losing – perdendo

A situação na qual estamos é a fase mais longa, uma vez que não sabemos quando tudo isso vai passar. Muito menos como as coisas serão depois disso. Nossa única certeza é de que mudanças precisão ocorrer e, inclusive, já estão acontecendo.

3º Ending – finalizando

A 3ª e última fase do processo, na qual saímos da transição e damos começo à uma nova vida. Um momento repleto de novidades, onde as pessoas se redescobrem e geram novos sensos de propósitos, nos quais resultam em mudanças efetivas.

Ainda não sabemos de fato como será esse “novo normal”, mas o que podemos ter certeza é que será preciso ter novos olhares e atitudes como líder.

Vertente Emocional

Temos uma série de respostas emocionais à crise e o líder precisa mapear como isso fica evidente nele como pessoa, mas também nos outros líderes e nos colaboradores.

É possível perceber alguns sentimentos mais comuns em momentos como esse. Alguns deles são:

• Irritabilidade

• Raiva

• Tristeza

• Depressão

• Ansiedade exacerbada

• Sentimentos de pânico

• Medo

• Sentimento de estar sobrecarregado

Além dos sentimentos emocionais, é normal que haja repercussões no físico, mudanças de comportamentos e dificuldades cognitivas. Porém, o que mais chama atenção é no aumento da ansiedade como uma resposta adaptativa a adversidades ou desafios agudos.

Como líder, é importante ajudar os colaboradores a ter boas reações a quantidade de mudanças emocionais que possam surgir. Uma delas é o uso da agilidade emocional.

 A Agilidade emocional é a interação com as emoções com curiosidade, aceitação e coragem para tomar decisões com base no que é valorizado pela pessoa.

É preciso criar espaços seguros para que as pessoas sejam vulneráveis.

Algumas sugestões para começar esse trabalho na sua empresa:

• Preparação dos líderes com conceitos-base: vulnerabilidade, inteligência emocional, conversas difíceis e sensíveis, otimismo, comunicação não violenta.

• Desenvolvimento da escuta ativa e de perguntas curiosas e não retóricas.

• Construção e manutenção de um ambiente com segurança psicológica.

• Aumento da frequência das comunicações, das reuniões individuais com cada um da sua equipe, da exigência de feedbacks de qualidade.

• Disposição para adaptação ao contexto do colaborador.

Nossas emoções apenas são. Não existe certa, errada, grande ou pequena. Elas são informações e informam o que valorizamos. E é preciso valorizar as emoções de todos!


Fonte: #CSC
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